Celibato feminino não é moda. É consequência.
Mais do que uma decisão individual, o celibato feminino revela o esgotamento das mulheres diante de relações que adoecem. Muito se fala sobre celibato feminino, ele pode, sim, ser uma escolha legítima. O problema começa quando essa “escolha” nasce não do desejo, mas da ausência de relações minimamente saudáveis. É preciso honestidade nessa conversa: o que tem sido oferecido às mulheres como relação? Vínculos instáveis, afetos mal resolvidos, relações que exigem resiliência infinita, silêncio estratégico e uma tolerância injustificável ao desrespeito. Diante disso, ficar só não é rejeição ao amor, é lucidez. Muitas mulheres aprenderam a se bastar, não porque desistiram de amar, mas porque aprenderam a reconhecer o custo emocional de certas dinâmicas e quando um relacionamento ameaça a paz, a autoestima e a saúde emocional, o celibato surge quase como um ato de autocuidado, um intervalo necessário. Mas há um ponto que não pode mais ser ignorado: essa realidade não é fruto apenas de dec...

